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21/01/2011

Design

 

Tempo de inovação

 

O mundo em pequenas dimensões é o que propõe a nanotecnologia. Saiba o que é e como os empresários a estão utilizando para agregar valor aos produtos com design.

Texto: Elaine Hipólito

Em poucas palavras, design é qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um produto orientado para um objetivo ou solução de um problema. Hoje, empresas e profissionais que investiram no bom desenho procuram a diferenciação de seus produtos com o acréscimo de mais algum valor. A solução pode estar na nanotecnologia ou tecnologia atômica. Mas o que é isso?

O prefixo nano significa o bilionésimo de uma grandeza. Se o padrão de medida for metro, a palavra torna-se nanômetro. Para exemplificar, um nanômetro tem um bilionésimo de um metro. Essa medida é escrita assim: 0,0000000001 metro. Algo tão pequeno que se aproxima do tamanho dos átomos, formadores de toda a matéria que se conhece.

Para explicar um pouco mais o termo, é preciso considerar que vivemos em dois mundos paralelos: o visível e o invisível. Sim, a ciência ganhou tanto espaço que seus campos de atuação são inimagináveis ao homem comum e caminham para um mundo que os olhos não enxergam. Essa ciência chama-se nanociência. Graças a ela, vários setores já se aproximaram em busca de assegurar um mundo melhor às próximas gerações. Ótimo também para quem está atento a novas oportunidades de negócios.

Novos horizontes

Por meio da manipulação de átomos, moléculas e partículas subatômicas criam-se produtos que facilitam o dia-a-dia e trazem mais conforto, saúde, qualidade de vida e bem-estar ao usuário.  Tudo a ver com agregar valor ao design. Dentro deste contexto, a Nanox desempenha um valioso papel. Seu produto o NanoxClean® é uma proteção antimicrobiana desenvolvida, a partir de 2004, em parceria com as universidades Estadual Paulista – UNESP e Federal de São Carlos – UFSCar. Sim, é uma empresa brasileiríssima que caminha por um admirável mundo novo. Afinal, a proteção antimicrobiana penetra nas células dos micro-organismos para os exterminar. Entretanto, ela só foi adicionada industrialmente nas superfícies de objetos, móveis, calçados e roupas em 2006.

“Qualquer superfície fica limpa e livre de fungos e bactérias enquanto o produto existir”, assegura Gustavo Simões, presidente da Nanox. Por conta da eficácia da esterilização, essa proteção previne o aparecimento de bolores e de odores indesejáveis.

Com o tempo, afirmam os especialistas, qualquer superfície sem o devido tratamento trará vários riscos à saúde dos usuários (ver quadro). São tantas as vantagens prometidas pelo fabricante que muitos produtos encontrados no mercado nacional já dispõem do selo antimicrobiano da empresa nacional. 

Outros empresários optaram pelo nome da norte-americana Microban® Products Company para acompanhar seus produtos. Apesar de concorrentes, as duas empresas colocam no mercado brasileiro a possibilidade de inovação. E, segundo o diretor comercial da Microban, Toshiaki Ouchi a base da tecnologia antimicrobiana é a mesma tanto da americana quanto da nacional. “Porém, optamos em não utilizar a nanotecnologia neste momento e sim polímeros”, acrescenta.  

Empreendedorismo

Se você precisa de um incentivo a mais para se render à tecnologia atômica saiba: “Em nanociência temos a maior comunidade científica de toda a América Latina, e com resultados reconhecidos mundialmente”, afirma Mário Norberto Baibich, doutor em Física e diretor de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia – Seped/MCT.

Como a nanotecnologia e a nanociência são de interesse mundial empresas de todos os países estão envolvidas no assunto. Que tal a sua, fazer parte dessa lista?

Para aqueles que querem apostar em novos caminhos dentro da ciência, e não sabem por onde começar o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas - Cietec – USP é um forte aliado.  Com a missão de promover o desenvolvimento da ciência e da tecnologia nacionais, o centro de estudos oferece aos interessados incentivos à transformação do conhecimento. Empresas como a Nanox saíram dessa incubadora. Sinal de que vale a pena dar o primeiro passo em direção ao novo.

Produtos sem proteção antimicrobiana

 

Banheiras, ofurôs, spas, pias, pisos, louças sanitárias, mesas, cadeiras são alguns itens favoráveis ao desenvolvimento de fungos e bactérias por apresentarem boas condições (calor e umidade) de reprodução dos micro-organismos. Eles costumam se instalar em minúsculas fendas, e mesmo que a superfície seja lisa, com o tempo ganhará fissuras. O simples gesto de esfregar a peça durante a limpeza favorecerá seu desgaste natural. Nasce, então, a possibilidade de proliferação e alojamento de fungos e bactérias. O contato com esses micro-organismos pode causar graves doenças. Como a casa deve ser um lugar de limpeza e bem-estar é preciso que nela todos os itens sejam repensados e valorizados. Algumas empresas já aderiram à ideia. Veja quem são as pioneiras www.casasaudavelmicroban.com.br.

 

 


Publicado por: Divina Proporção
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