|    home
  Bem-vindo!

Busca artigos por palavra chave




26/01/2011

Comportamento

 

Beijo: desvende seus segredos

 

Beijar é tão antigo quanto a própria história da humanidade, mas os especialistas sempre terão muito a dizer sobre o tema.

 

Na cultural ocidental, o beijo pode ser considerado um gesto de afeição. Alguns cientistas afirmam que ele teve origem em épocas primitivas, quando as mães passavam a comida triturada de suas bocas para as dos bebês. Entretanto, nada explica por que o hábito de unir os lábios teria sido mantido mesmo depois dessa antiga técnica de alimentação ter sido extinta.

 

Na teoria da evolução das espécies, o inglês Charles Darwin (1809-1882) afirma que a origem do beijo é ainda mais antiga. Segundo o naturalista, trata-se de uma sofisticação das mordidelas que os macacos trocavam nos seus ritos pré-sexuais.

 

Há também a tese de que seria uma evolução das lambidas que o homem pré-histórico dava no rosto dos companheiros para suprir a necessidade de sal no organismo.

 

Como se vê, são várias as possibilidades de origem desse ato. Certo é que depois de seu invento, ele resistiu ao tempo e está presente no cotidiano do ser humano comum, na novela, no cinema, na literatura.

 

Para muitos estudiosos do assunto, a necessidade de beijar está ligada à boca, que é uma das principais fontes de satisfação do ser humano. Por isso, o indivíduo busca se satisfazer por meio da comida, da bebida, e do beijo.

 

Músculos em movimento

 

A psicoterapeuta Maura de Albanesi explica que o beijo movimenta vários músculos, cerca de 30. Ele altera o ritmo cardíaco, que pode variar de 60 a 150 batidas por minuto, e produz uma forte descarga de adrenalina. “Porém, a aceleração cardíaca e a descarga de adrenalina dependem da emoção e do sentimento que envolvem o ato de beijar. Portanto, é isto que difere um beijo do outro”, afirma.

 

O beijo pode ser um sinal de carinho ou ter apenas a função de um simples cumprimento. Tudo depende da cultura em que está inserido, e nem sempre está ligado a uma manifestação sincera de afeto. Um bom exemplo: o beijo de Judas dado em Cristo.

 

A psicoterapeuta explica que, entre os jovens de hoje, a atitude de beijar está mais ligada à fase de experimentação de parceiros. “É importante saber que tudo tem um padrão de normalidade. O que estiver exacerbado ou diminuído deve receber atenção especial”, enfatiza.  Mesmo porque o beijo na boca gera a troca de cerca de 280 colônias de bactérias, o que significa desde a possibilidade de se adquirir uma simples gripe ou até uma doença mais séria.

 

O beijo pode ainda provocar uma série de reações químicas no organismo. Segundo a psicóloga e hipnoterapeuta, Rosangela Casseano, a neurociência mostra que, quando é dado com paixão, responde por fortes descargas de hormônios do bem-estar.

 

Rosangela descreve o beijo como uma forma de comunicação de diversas informações: ternura, carinho materno, respeito. Há o beijo com simbologias: ironia; dado em momento de sarcasmo; acolhimento, ofertado na hora da dor, e assim por diante. Quem não se lembra do beijo da mamãe que cura dodói?

 

Seja qual for o tipo de beijo, todos os estudiosos acreditam que sempre haverá muito o quê se dizer sobre ele.

 

 


Publicado por: Divina Proporção
versão para impressão    Envie esta matéria para amigos!

Publicidade
 
© 2015 Divina Proporção, Todos os Direitos Reservados | webmaster
desenvolvido por: Siglobal