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04/02/2011
 

Design

 

 

Produto prático, útil e de bom gosto

 

Um pouco mais sobre a história do design e seus incríveis criadores que perpetuaram e concretizaram as mais belas formas ao longo do tempo.

                                                                                             

by Elaine Hipólito

Foto: Divulgação

Azulejo assinado por Carine Canavesi da Pavão Revestimentos

 

De uma maneira muito rápida e genérica, design pode ser definido como arte, estética e funcionalidade. A palavra, em inglês, pode significar o esforço criativo, a elaboração ou criação de algum produto (cadeira, carro, embalagem). O designer, profissional dessa área, projeta, cria e define algo. Originalmente, design se refere e é consequência da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século XVIII e a partir da produção em série, fruto da industrialização e do consumo em massa e do lucro gerado.

 

A palavra design surge no começo do século XX. Porém, não bastava um objeto reproduzido em milhões de unidades, era necessário que também apresentasse: praticidade, utilidade e fosse identificável. Faltava apenas mais um item: beleza. Agregada ao objeto coroava-lhe como de bom desenho.

 

Bauhaus

 

Os primeiros 20 anos do século XX são efervescentes culturalmente. O Cubismo e o Dadaísmo, inicialmente relacionados às artes plásticas, embarcam com seus estilos e influências em outros segmentos como móveis e objetos.

 

Em 1919, surge na Alemanha, a Bauhaus (Casa Estatal da Construção), fundada por Walter Gropius tem foco inicial na arquitetura, mas com ela outros objetivos artísticos acabam por unir as artes, o artesanato e a tecnologia. Assim, o design ganha novos adeptos e criadores como Marcel Breuer e Marianne Brandt influenciadores dessa escola no mundo.

 

Pode-se considerar que o design sempre existiu. Mesmo porque, quando  o homem vivia nas cavernas, desenvolvia os mais diversos artefatos para a paz ou para a guerra. Por isso, há quem considere esta escola como um marco divisor do antes e do depois da cultura do design. Ela é referência na metodologia e na pedagogia do ensino na área.

 

E isso não é tudo, a importância do seu ensino é tamanha, que ainda hoje diversas disciplinas ministradas em escolas especializadas têm como base os conceitos bauhausianos. E mais: vários móveis e produtos lá desenvolvidos são produzidos e comercializados em todo o mundo.

Na opinião do professor de Design das FAAP, FASM e ESPM, Auresnede Pires Stephan, conhecido como Eddy, o que a Bauhaus acabou por ensinar, na prática, foi a igualdade de direitos de qualquer trabalho de criação e o entrelaçamento lógico de todos eles: artes visuais, arquitetura, escultura, artesanato, teatro dentro de uma concepção moderna da ordem do mundo. O pensamento principal consistia em admitir que a necessidade da conformação artística não era um fator material nem intelectual, e sim uma parte integrante da substância vital de uma sociedade civilizada.

 

“A ambição da escola era arrancar o artista da criação distanciada do seu mundo, para colocá-lo novamente em contato com a realidade, e ao mesmo tempo buscava tirar o homem de negócios do seu viver material 
para humanizá-lo novamente. Ela procurava os jovens no sentido de desenvolver pesquisa e também na esfera técnica aliada a um novo conceito filosófico de viver”, explica ele.

De lá para cá, despontam nomes no Brasil e no exterior como os de Le Corbusier, Charles-Edouard Jeanneret-Gris, Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Alvar Aalto, Ettore Sottsass e Mario Bellini.

 

Pós-guerra

 

Phillippe Stark, nascido no pós-guerra (1949), é outro grande nome quando o assunto é design. Conhecido por desenhar cada detalhe do espaço (do piso à iluminação), seu espremedor de laranjas Juicy Salif tornou-se um ícone do design. Outros nomes como Ron Arad, Ingo Maurer, Jasper Morrison, Jehs e Laub e Karim Rashid destacam-se nesse cenário de extremo bom gosto.

 

No Brasil, os anos 70 incorporam uma geração qualificada que desponta internacionalmente.  Sérgio Rodrigues é um deles e marcou época. Mais tarde os irmãos Fernando e Humberto Campana ganham fama e são reconhecidos mundialmente. Suas peças são produzidas por fabricantes italianos:  Luce, Peregnano, Edra/Mazzei e Fontana Arte.

 

Hoje, além destes uma grande nova geração já faz parte do cotidiano de muitas pessoas. São exemplos: Jasper Morrison, Marc Newson, Ross Lovegrove, e o brasileiro Guto Índio da Costa que arrebatou importantes premiações e contribui para valorizar o produto brasileiro dentro e fora do país. As formas atuais desses criadores, muitas vezes, são lembradas pela irreverência.

 

Para o professor Eddy o que acontece hoje em dia é um boom imenso de novos talentos. “Eles buscam definir os mais variados caminhos e identidades. Devido ao amplo leque de atuação do design, seria necessário um estudo setorizado, ou seja, precisaríamos desenvolver uma avaliação cuidadosa, para entendermos o que está ocorrendo na moda, no mobiliário, na cerâmica, na iluminação, entre outros setores”.

Por isso, a conclusão é que só o tempo dirá os caminhos que o design hoje traça rumo ao futuro.


                                                     

 


Publicado por: Divina Proporção
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