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10/02/2011
 

Comportamento

 

Sossego não tem preço

 

Mediar conflitos pode ser mais simples do que se imagina. Existem profissionais especializados nessa tarefa como a educadora Suely Buriasco.

 

Foto: Divulgação

A paranaense, Suely Buriasco, é educadora graduada em Estudos Sociais. Com pós-graduação em Docência Superior e Mediação de Conflitos, trabalha como articulista de jornais há mais de quinze anos, sempre abordando temas que incentivam o autoconhecimento e a busca pelo equilíbrio, harmonia e sabedoria. Nascida em Londrina, reside há mais de 20 em Ponta Porã no Mato Grosso do Sul. Uma Fênix em Praga, da Editora Novo Século, é sua primeira vitória como escritora. Também é consultora em Mediação Corporativa e Mediação de Conflitos. Ela concedeu esta entrevista à revista eletrônica Divina Proporção.

Divina Proporção – Por que esse caminho tão diferente de mediação de conflitos?

Suely Buriasco – Um dia, uma pessoa muito querida, sugeriu que eu fizesse o curso de Mediação de Conflitos, ela disse: “Você já faz mediação, o curso vai ajudá-la mais ainda”. Isso fez toda a diferença na minha vida. Hoje atuo na área tanto em São Paulo como no Mato grosso do Sul. Sou consultora e faço palestras sobre a implantação e o funcionamento de mediação em variados setores: jurídico, privado e empresas.

Divina Proporção – O que é mediação de conflitos?

Suely Buriasco – Corresponde a uma nova maneira de lidar com questões aparentemente de difícil entendimento, trazendo alternativas positivas para todos os envolvidos. Nesse processo o que se busca é a capacitação de cada indivíduo na resolução de seus próprios problemas. Em países como Estados Unidos, França, Espanha, Inglaterra, Canadá e Argentina, a mediação já é utilizada há muito tempo. A China e o Japão a usam desde a antiguidade. No Brasil ainda é uma profissão nova, cerca de dez anos, mas tem crescido muito nos últimos anos, principalmente nos grandes centros em diferentes níveis de conflitos com autos índices de sucesso. Já atuo na área há quatro anos.

Divina Proporção – O que realmente faz uma mediadora de conflitos?

Suely Buriasco – Pessoas envolvidas emocionalmente em conflitos podem ter grande dificuldade de entender e expressar o que realmente desejam. O mediador facilita a retomada do diálogo entre os envolvidos a fim de que eles consigam manifestar o próprio ponto de vista e entender o do outro. Essencialmente, a finalidade da mediação é que todos os envolvidos se sintam ouvidos e atendidos em suas reais necessidades, transformando situações conflituosas em acordos construídos a partir dos interesses de cada um.

Divina Proporção – A senhora escreveu um artigo intitulado: Ele é casado, e agora? Os homens casados são os melhores para se relacionar?

Suely Buriasco – A vontade de viver uma fantasia sexual ou mesmo um amor impossível pode ser uma motivação para a escolha de parceiros casados. Existe uma percepção, principalmente nas mulheres, que nem sempre é verdadeira: “Se ele é casado deve ter algo de bom”. Mas, pelos relatos que possuo posso afirmar que o dito é falso. Relacionamentos com pessoas casadas normalmente trazem grande sofrimento e muito pouca satisfação.

Divina Proporção – O inverso também é verdadeiro: homens solteiros se envolverem com mulheres casadas?

Suely Buriasco – Eu diria que sim.  Normalmente o homem se sente atraído pela falta de compromisso que pensa ter num relacionamento com uma mulher casada. A seu ver não haveria maiores cobranças e seria feito um pacto de sigilo. Na realidade nem sempre acontece assim. Tanto homens como mulheres podem acabar se envolvendo sentimentalmente, principalmente porque é comum que relacionamentos extraconjugais estejam intimamente ligados a dificuldades comportamentais.

Divina Proporção – Por que as mulheres solteiras se envolvem com homens casados e vice-versa?

Suely Buriasco – Diversas são as causas, cabendo a cada pessoa encontrar suas próprias respostas, mas existem fatores comuns em relação a problemas como auto-estima, carência afetiva, identificação com pai ou mãe. Também não se pode desconsiderar que muitas mulheres solteiras se veem atraídas pela boa posição financeira de homens casados. Para os homens solteiros mulheres casadas podem representar aventuras fáceis e descomprometidas.

Divina Proporção – Em geral, o homem esconde que é casado e por isso este tipo de relacionamento acontece?

Suely Buriasco –   É muito comum que no processo de conquista o homem opte por esconder que é casado, principalmente quando a mulher “alvo” é uma pessoa bem-sucedida e não se mostra aventureira. Normalmente, a mulher só vai desconfiar quando estiver envolvida e isso representa grande dificuldade em terminar o relacionamento. Nesse ínterim, muitos homens alegam não ter um casamento feliz, dando esperança de que ele possa vir a separa-se, ou até mesmo, prometendo isso. Costumam ser casos extraconjugais que se estendem por anos, mas que normalmente terminam de maneira mais ou menos trágica.  Outras vezes, muitas mulheres optam por esse tipo de relacionamento mesmo sabendo ou desconfiando que o parceiro seja casado. Não se pode, a bem da justiça, afirmar que casos extraconjugais aconteçam apenas pela mentira do homem.

Divina Proporção – Por que os homens sempre que podem têm um caso extraconjugal?

Suely Buriasco –   Embora isso seja comum, não se pode generalizar. Muitos homens sabem dosar com equilibro seus desejos e ações. Mas é verdade, embora não seja regra, que o homem se sente mais à vontade para manter relacionamentos fora do casamento. Isso tem várias explicações como os valores machistas: ser aceito como “macho” ou insegurança em poder ser um homem fiel. Muitos homens procuram, dessa forma, encobrir problemas com a sua masculinidade e auto-estima. Independente de quaisquer razões denota sempre a fragilidade humana, falta de uma posição mais digna e íntegra de ser e agir.

Divina Proporção – A senhora conhece algum caso em que homem, namorada e esposa sabiam desse triângulo amoroso? Qual foi o desfecho?

Suely Buriasco – Isso era muito comum no passado, quando se tinha mais fortemente uma imposição do casamento eterno. Mas, infelizmente ainda não é uma situação rara. Dos casos que conheço nunca vi nenhum dos envolvidos satisfeitos, e pior já soube de desfechos extremamente trágicos. Com exceção dos relacionamentos abertos (que respeito, embora não acredite que sejam satisfatórios), um triângulo amoroso é sempre sinônimo de disputa, revolta e infelicidade. 

Divina Proporção – Se a “namorada” foi enganada e agora não consegue sair do relacionamento. Qual o seu conselho?

Suely Buriasco – Que pense mais em si mesma e se valorize, exigindo maior respeito aos seus sentimentos. Pessoas que dizem não conseguir sair de um relacionamento precisam rever seus conceitos, buscar autoconhecimento e maior discernimento na própria vida. Sempre conseguimos agir a nosso favor quando estamos seguros e determinados para a felicidade que todos merecemos.


Publicado por: Divina Proporção
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