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18/02/2011
 

Design

 

Sente-se bem!

 

Ela está em todos os ambientes de trabalho. Cada vez mais elaborada, é confortável, bonita, e até mesmo elegante. Como se não bastasse, a cadeira diz muito sobre seu usuário.

 

Foto: Divulgação

Arte em Cadeiras: cadeira estilo Luiz Felipe atualizada 

 

 

A cadeira, possivelmente, é o objeto mais explorado pelos designers do mundo inteiro. Mesmo assim, continua encantando o olhar, e se mantém como símbolo de poder e de prestígio. Basta observá-la no escritório. Quanto mais elevado for o espaldar, mais alta será a hierarquia de quem a ocupa.

 

No decorrer do tempo, e à medida que o homem descobre novos materiais de fabricação, a cadeira sofre mudanças. Entretanto, sua essência permanece intacta: um assento e um apoio para as costas sobre uma base.

 

No ambiente de trabalho, a idéia inicial da essência parece evoluir. Pudera, até mesmo o nome sofre acréscimo. De simples cadeira passa a ter um complemento: de escritório. Sua forma destaca-se pelo aprimoramento. Sem dúvida, é elegante e por vezes imponente. Invariavelmente possui rodízios.

 

A tecnologia a faz flexível, confortável, personalizada por emprestar-lhe inúmeros materiais, mecanismos e regulagens. Com tantos itens adicionais, chega a parecer uma máquina de sentar.

 

Ergonomia

 

Hoje em dia, como é no escritório que o homem passa a maior parte de sua vida adulta, é comum designers pensarem a cadeira de maneira ergonômica. Que bom! Isto quer dizer que há preocupação com a adaptação do ser humano ao trabalho. Mas nem sempre foi assim.

 

Mesmo porque uma cadeira calcada na ergonomia exige de seu idealizador conhecimentos básicos de outras áreas: anatomia, fisiologia, psicologia, estatística, física e diversas engenharias.

 

De acordo com Itiro Lida, autor do livro, Ergonomia Projeto e Produção; os objetivos práticos dessa ciência são segurança, satisfação e bem-estar do colaborador e seu relacionamento com os sistemas produtivos (mesa, balcão, cadeira). 

 

Para o autor, como resultado da aplicação da ergonomia, a eficiência logo aparecerá tanto no ambiente quanto no indivíduo.

 

História e curiosidades

 

Desde épocas remotas e mesmo nas sociedades denominadas primitivas, o uso da cadeira não se restringia a aspectos unicamente utilitários. Sentar ou ficar de pé dizia muito da posição social de cada um.

 

Em algumas tribos, os assentos esculpidos eram de uso exclusivo do cacique. E pasmem, a mulher só se sentava no chão e quando era permitido.

 

Na corte de Luís XIV, apenas o rei e poucos príncipes tinham o privilégio de sentar. Na presença do soberano, só a duquesa estava autorizada a ocupar um banco dobrável. Os demais indivíduos permaneciam em pé.

 

O padrão foi quebrado pelo grupo religioso americano Shaker, que combatia sistematicamente o mobiliário caro e luxuoso. Seus móveis refletiam seus princípios morais: simplicidade, pureza e perfeição. Diferenciar-se contrariava esses preceitos.

 

Com a evolução social, a cadeira teve seu uso disseminado. O sentar deixa de ser ocasional, e transforma-se quase em uma postura constante.

 

Foi após o início da revolução industrial que a presença da cadeira fez-se necessária nas fábricas. Na época, sua execução não tinha critério definido.

 

Para agravar ainda mais a situação, a organização do trabalho e o ambiente eram ignorados. Então, a saúde do trabalhador ficou prejudicada. A partir da aplicação da ergonomia, foi possível reverter esse quadro.

 

Entretanto, as simbologias de autoridade e de diferenciador social permanecem implícitas na cadeira.

 

Graças ao tempo e às atitudes de homens e mulheres, hoje sentar é privilégio de todos. Pelo menos, na nossa sociedade.  Então, aproveite, e sente-se bem!

 

 

* agradecimento especial ao professor de Ergonomia da FAU-USP, João Bezerra de Menezes 


Publicado por: Divina Proporção
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